Quando a mensuração de resultados é feita, raramente vai além do monitoramento de algumas áreas

Em vez disso, a “mensuração da qualidade” gravitou em torno dos indicadores mais facilmente mensuráveis e menos controversos. A maioria das métricas de “qualidade” não mede a qualidade; em vez disso, são medidas de processo que capturam a conformidade com as diretrizes de prática. As pontuações do HEDIS (Conjunto de Dados e Informações sobre Eficácia da Saúde) consistem inteiramente em medidas de processo, bem como indicadores clínicos fáceis de mensurar que ficam muito aquém dos resultados reais.

Para diabetes, por exemplo, os provedores medem a confiabilidade de suas verificações de colesterol LDL e níveis de hemoglobina A1c, embora o que realmente importe para os pacientes seja a probabilidade de eles perderem a visão, precisarem de diálise, terem um ataque cardíaco ou derrame, ou serem submetidos a uma amputação. Poucas organizações de cuidados com a saúde ainda medem como seus pacientes diabéticos se saem em todos os resultados que importam. Não é de surpreender que o público permaneça indiferente a medidas de qualidade que podem avaliar a confiabilidade e a reputação de um profissional, mas dizem pouco sobre o desempenho real de seus pacientes. As únicas medidas verdadeiras de qualidade são os resultados que importam para os pacientes.

E quando esses resultados são coletados e divulgados publicamente, os profissionais enfrentam uma pressão tremenda — e fortes incentivos — para aprimorar e adotar as melhores práticas, com consequentes melhorias nos resultados. Tomemos, por exemplo, a Lei de Taxa de Sucesso e Certificação de Clínicas de Fertilidade de 1992, que determinou que todas as clínicas que realizassem procedimentos de tecnologia de reprodução assistida, notadamente fertilização in vitro, fornecessem suas taxas de nascidos vivos e outras métricas aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Depois que o CDC começou a divulgar publicamente esses dados, em 1997, melhorias na área foram rapidamente adotadas, e as taxas de sucesso de todas as clínicas, grandes e pequenas, melhoraram continuamente. (Veja o quadro “Mensuração e Relatórios de Resultados Impulsionam Melhorias”).
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Dr Stéfano Fiúza – Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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